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Garimpa

Witch House

9 discos de vinil encontrados

Witch house é um estilo de música eletrônica sombria que surgiu no final dos anos 2000 misturando hip-hop desacelerado, darkwave, shoegaze e ambient ritual numa estética propositalmente lo-fi e ocultista. Para quem coleciona vinil, o gênero representa um dos poucos movimentos recentes que nasceu digital mas encontrou vida física em lançamentos cuidadosamente produzidos por selos independentes. O visual dos discos, com símbolos como triângulos e cruzes nos títulos, já diz muito sobre a proposta antes de a agulha tocar o sulco.

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Sobre o estilo Witch House

O termo witch house foi cunhado em 2009 por Johnathan Coward, do projeto SHAMS, e Travis Egedy, do Pictureplane, mas o estilo já vinha tomando forma em espaços como o Club Rhinoceropolis, um galpão em Denver onde bandas e projetos eletrônicos se reuniam para tocar numa cena sem nome ainda. A identidade visual do gênero, com triângulos, cruzes e formas geométricas nos nomes dos artistas, não era apenas decoração: era uma estratégia deliberada para dificultar buscas no Google e manter o movimento fora do alcance do consumo em massa, algo que outros movimentos como o blog house e o new rave não conseguiram evitar.

As influências declaradas incluem pós-punk e gótico dos anos 1980, como Cocteau Twins, Throbbing Gristle e Dead Can Dance, além da técnica de chopped and screwed popularizada pelo DJ Screw, que resultou no que alguns chamam de drag, uma forma de esticar e deformar o áudio de maneira parecida com o que o glitch faz digitalmente. Os selos Tri Angle, fundado por Robin Carolan, e Disaro Records, de Robert Disaro, funcionaram como as referências centrais do movimento, revelando nomes como Balam Acab e oOoOoO. Salem aparece sempre nas discussões sobre pioneirismo, embora o próprio som do grupo não seja o exemplo mais típico do gênero.

O witch house compartilha com o chillwave uma postura de sobrevivência estética dentro de uma cultura hipermidiatizada, mas escolhe o caminho da escuridão, da ironia e da apropriação de elementos que o electroclash ignorou: cold wave, krautrock, industrial e synth minimal dos anos 1980. Quem busca esses discos no mercado físico costuma encontrar tiragens pequenas, muitas em vinil colorido ou com arte gráfica que continua o universo visual do estilo.